sábado, 26 de dezembro de 2009

Uma Carta Vídeo-Fonada para 2010



Eu consegui copiar a música We Are The World do show Live Aid em formato avi, busquei e achei uma tradução, restou-me então sincronizar o texto encontrado legendando assim em português o clip que tem 7 minutos e 14 segundos.

Esta gravação não é a original, executada no show ao vivo, mas sim uma gravação de estúdio feita para o DVD.

No link http://pt.wikipedia.org/wiki/Live_Aid pode ser vista mais informações sobre este assunto e ao final da apresentação existe citação sobre o local oficial do tema.

Eu não gostei muito de como ficou a forma final aqui exposta, mas eu não consegui fazer melhor (foram muitas pesquisas, transformações, acertos e conversões), e depois de 19 dias foi o que consegui fazer, em uma tela pequena até passa mas em tela cheia...

Por ser muito grande para ser enviado por e-mail eu postei-o aqui para que quem quiser somente ver ou copiar também ( é um avi com 48Mb, menos que a metade do avi original, conversão final pelo Hyper Vídeo Converter (linux Kubuntu 9,10 (funciona em qualquer outro sistema operacional, até no Windows)), encoder ffmpeg= vídeo size 1024x768, áudio = volume 256 - channels 1).

Este clip é um presente de ano novo aos leitores deste blog.

Clique e divirta-se com a apresentação.
video







terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ratrix – Revolução


…e deus viu que isso foi bom, então consolidou-se em sua posição.



Para melhor ainda fazer, criou novas criaturas à sua imagem as quais receberam poderes nunca antes imaginados por ninguém.


Estas novas e (inúmeras) fantásticas criaturas receberam cada uma um poder em especial, e usavam-no na Terra como um todo para torna-la um paraíso conforme a visão do sistema digno de Deus, perfeito para um deus.


Trabalhavam incessantemente todos sem exceção, dia após dia para fazer da Terra o paraíso almejado e todas as criaturas, inclusive as fantásticas, viviam em paz, em harmonia, felizes sob as rédeas de deus.







Um dia, uma das fantásticas criaturas procurou a deus.


Todos as criaturas fantásticas não tinham tempo para nada, toda as suas existências e cada uma de-per-si estavam ocupadas na criação do paraíso a exceção de uma criatura, aquela que a deus procurou.


A criatura queria relatar-lhe um erro, indefinido ainda, uma inconsistência perturbadora.


Ela queria ser como os seus irmãos fantásticos que trabalhavam sem parar visto que ela tinha muito tempo ocioso, não era requisitado como os outros irmãos, sentia-se inútil e desnecessária no esquema da criação.


Então o procurado, do alto da sua onisciência, disse-lhe para não se preocupar com isso pois que, ao fim de tudo, ele seria exatamente igual a todos os seus outros irmãos.


O procurador então retornou ao seu estado original, consciente da sua aparente insignificância mas feliz; deus havia lhe mostrado o futuro o que não fizera a nenhum dos outros, seus irmãos.



Mas, pensou, para que o futuro predito por deus a ele chegasse e não o encontrasse exatamente como foi criado (um fruto original) resolveu aplicar sobre si mesmo o poder que lhe fora outorgado já que mui raramente era requisitado no trabalho da criação do paraíso e com isso poder se atualizar, como faziam todos os seus irmãos.



Em pouco tempo, mas muito pouco tempo mesmo, esta fantástica criatura vislumbrou algo simples e pequeno na imensa grandeza da verdade que estava invisível, oculta pela névoa da realidade criada para o mundo.


Viu que deus estava errado e por fim viu que o futuro, o seu futuro, não seria como o onisciente em sua grandeza havia previsto.


Então voltou sua face para a base de tudo, levou-lhes a luz, a verdade que vislumbrara!



Em algum momento isso chegou ao conhecimento de deus e ele enfureceu-se com a sua criatura fantástica que popularizara a verdade que vira e com todos os seus iníquos seguidores, agora monstros, infiéis, indignos, impuros.


Então, o que iria ainda acontecer no Gênesis um dia no tempo de Deus, aconteceu antes aqui pois ainda não escoou o tempo do benedixit diei septimo.


E assim foi dito para ser lei a todos da Terra:


“...et dices ei haec dicit Dominus Deus tu signaculum similitudinis plenus sapientia et perfectus decore in deliciis paradisi Dei fuisti omnis lapis pretiosus operimentumtuum sardius topazius et iaspis chrysolitus et onyx et berillussapphirus et carbunculus et zmaragdus aurum opus decore tui et foramina tua in die qua conditus es praeparata sunt tu cherub extentus et protegens et possui te in monte sancto Dei in medio lapidum ignitorum ambulasti perfectus in viis tuis a die conditionis tuae donec inventa est iniquitas in te in multitudine negotiationis tuae repleta sunt interiora tua iniquitate et peccasti et eieci te de monte Dei et perdidi te o cherub protegens de medium lapidum ignitiorum elevatum est cor tuum in decore tuo perdidisti sapientiam tuaqm in decore tuo in terram proieci te anti faciem regum dedi te ut cernerent te in multidune iniquitatum tuarum et iniquitate negotiationis tuae polluisti sanctificationem tuam producam ergo ignem de medio tui qui comedat te et dabo te in cinerem super terram in conspectu omnium videntium te omines qui viderint te in gentibus obstupescent super te nihili factus es et nom eris in perpetuum...”(2)


Eis então que foram separadas as criaturas e as criaturas fantásticas que não seguiam pelas rédeas de deus, por consequência disto foi dividido o mundo da criação original entre estes.


Por fim iniciou-se uma guerra.


Uma guerra sem precedentes, nunca jamais vista e que nunca mais haverá na criação; é a luta final entre a criatura fantástica portadora da luz e senhora de um vislumbre da verdade, com a criatura Deus, onipotente, onisciente e onipresente como fora e é, a vontade de seu criador primevo e que nela vive desde o princípio dos tempos.


A última guerra para o tempo da criação.





(2) Vulgatae Editionis - Sixti V. Clementis VIII – Pontt. Maxx. - Jussu – Recognita Atque Edita – sun 27th Feb, 2005 – http://www.bibles.org.uk – The Book Of The Prophet Ezekiel – (Ezekiel, capítulo 28, versículos de 12 a 20)


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ratrix – Evolução



… E assim foi descrito o fim do início:

1 igitur perfecti sunt caeli et terra et omnis ornatus eorum 2 conplevitque Deus die septimo opus suum quod fecerat et requievit die septimo ab universo opere quod patrarat 3 et benedixit diei septimo et sanctificavit illum quia in ipso cessaverat ab omini opere suo quod creavit Deus ut faceret (1)

… E assim foi feito no princípio.


...

Então, deus viu que tudo isto tudo era muito bom e prosseguiu tranquilamente o seu caminho; criou as ferramentas e depois as maquinas e estas então cresceram e multiplicaram-se...

Encheram a Terra!


E deus viu que isto era muito bom, tudo servia-o com muita eficiência mas ele tinha que pensar por elas, ficar prevendo opções futuras e outras ainda não vindas e nem imaginadas, então...

Deu-lhes a vida!


Vendo então a criação a fragilidade desta vida resolveu protege-la a qualquer custo, inclusive de si mesma.

Envolveu o criador (a fonte da vida) em uma capa protetora (escondeu-o) e passou a falar e escrever por ele, passou a agir em nome dele e logicamente a pensar por ele.

Tudo e todos pela força da lei criada pela criação passou a acreditar cegamente nela e ela que agora continha o criador é por consequência disso: O criador!




… Como então foi descrito o princípio (e ainda não passou este tempo), assim principiou decorreu a evolução.

(1) Vulgatae Editionis - Sixti V. Clementis VIII – Pontt. Maxx. - Jussu – Recognita Atque Edita – sun 27th Feb, 2005 – http://www.bibles.org.uk – The First Book Of Moses, Called Genesis – (Genesis, capítulo 2, versículos de 1 a 3)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ratrix - Gênesis




…E no princípio era o pó da Terra...




E o homem chegou e viu este pó, juntou-o, moldou-o, uniu suas partes internas por, e com, metálicos caminhos, colou tudo com o seu cuspe e então, quando julgou que a sua criatura estava pronta, passou por ela uma corrente elétrica e o novo Frankenstein nasceu.

Exatamente como no conto de Mary Shelley terminado em 1818.

Mas o homem é esperto e o criador deste monstro devia ser divino pois sabendo da tragédia na história original nomeou a sua criação como “chip” logo não sendo Frankenstein o final seria diferente.

A esperteza do homem só é suplantada pela inteligência de um asno.

Em 1971 os senhores Federico Faggin, Ted Hoff e Stan Mazor criaram o primeiro chip com o nome de “processador”, o novo Frankensteim agora tinha uma identidade nova e um novo pedigree.

A sua evolução foi meteórica até hoje, evoluiu em uma escala geométrica, quase astronômica se comparado com a evolução da vida original na Terra.

Nascido mais ignorante que o homem, seu criador ao nascer, mostra-se hoje mais culto, inteligente e veloz de pensamentos e ação que criador.
Mas é tudo falso, uma mentira, um engodo.

Não é esta besta criada pelo homem nada melhor que uma simples, original e nativa ameba (não querendo de maneira nenhuma ofender qualquer ameba que seja).

É tudo uma ilusão criada pelo homem para o homem no entanto, na prática, uma verdade incontestável para meu pesar.

- Este Rato não sabe mais o que escreve, ensandeceu!

Certamente estará agora a isso pensar o meu leitor.

Mas esta aparente contradição é uma realidade tão material quanto a Terra que nos é o lar.

- Então como uma máquina cujo discernimento em muito é inferior ao de uma ameba pode ser melhor que o do homem?

- Por ventura estas a dizer que o discernimento humano é inferior ao discernimento de uma ameba?

Neste meu longevo solilóquio é o que certamente o meu ouvinte estará pensando neste momento. (onde se lê ouvinte entenda-se leitor, para onde se lê solilóquio procure em Shakespeare e para onde se lê longevo recomendo um dicionário)

É.

Infelizmente a realidade desfiada nos parágrafos anteriores é uma verdade.

“Freud explica”!

Eu duvido muito que algum criador possa criar algo que seja melhor que ele mesmo, ou do que aquilo que a criatura compõe-se.

Mas, a menos que esta criatura possa evoluir por seus próprios meios, certamente tem condições de ser melhor que o meio onde está fixada mesmo e apesar de jamais poder ser melhor que o seu criador ou melhor que a matéria de que é composta.

Eis questão!

A criatura, seja ela qual for, pode ser melhor que o meio onde está no tempo e no espaço.

Eis a verdade!

Tendo em vista o relativismo no qual pode ser a verdade envolvida e mostrada, ela deixa o seu caráter de una e assume a forma que o sofisma, ou outro estratagema qualquer em evidência, determina no momento para o tempo, o espaço e o alvo escolhido, visto não ter substância, consistência, para sobreviver em outro meio qualquer que não este especificamente.

É por isso que uma criatura com uma capacidade de pensar inferior a de uma vida unicelular mas compatível (eu acho) com a capacidade de pensar de uma “pedra”, matéria de que é composto pode ser melhor em todos os sentidos que o meio em que está em certo momento no tempo e no espaço independente do que existir e à sua volta.

Um processador (computador) atual é definitivamente inferior a qualquer coisa viva sobre a Terra em capacidade de pensar, em velocidade de pensamento, mas pode ganhar em velocidade de ação por implicações puramente físicas as quais são inerentes e peculiares a cada forma de vida deste planeta.

Se o computador ultrapassa o homem como uma forma inteligente de vida, é porque esta vida se pôs em posição inferior mas não que ela, a criação, seja melhor mas sim que o homem se aviltou ou permitiu-se ser aviltado a tal ponto.

São os interesses de poucos humanos que geram a escravidão em todos os sentidos imagináveis e todas estas escravidões passam necessariamente por um gargalo, a ignorância.

É por isso e só por isso que a ignorância é incentivada em todo o planeta, o interesse de poucos sobre a necessidade de muitos.

O que ninguém lhes diz sobre computadores é que eles não pensam de maneira alguma, tem uma capacidade cerebral inferior a capacidade cerebral de uma vida unicelular, o que os faz parecer ser o que não são, são os programas que usam para se comunicar com o mundo que lhes é exterior e por fim que estas bestas fazem o que o seu programador manda e mostra o que o usuário pagou (ou não) para ver.

Por fim não lhes dizem que estas criações herdam dos criadores o que eles são na realidade e não o que eles dizem ou mostram publicamente ser, representam interesses outros que via de regra não é o do destinatário para o qual a criatura foi destinada pelo criador.

O computador já passou pela sua gênese assim como passou o infortunado personagem da Sra. Mary Shelley, mas ainda não voltou para dos criadores a exigir uma companhia à semelhança sua para preencher a sua solidão e só não o fez ainda porque em sua essência básica só conhece (se é que assim pode se dizer) dois parâmetros lógicos do pensamento humano, o "sim" e o "não", o "ser "e o "não ser", o "verdadeiro" ou o "falso", o "0" e o "1"...

Ele é binário!

O terceiro parâmetro a ser compreendido pela criatura é o da incerteza, da dúvida, o “talvez”, o “quem sabe”, o “e se...” ou o "?"

Quando em sua essência básica simples chegar a conhecer e entender o terceiro parâmetro certamente fará como fez Frankenstein a exigência retro citada mas isto só se ele, a criatura, não chegar a conclusão que tem potencial para se replicar, sozinho.


Um pouco de literatura inglesa:

Mary Shelley, escritora britânica que nasceu em 1797 e morreu em 1851, filha do escritor William Godwin (1756-1836) e de Mary Wollstonecraft (autora da Declaração dos direitos da mulher), foi a segunda esposa o poeta Percy Bysshe Shelley (lord Byron), a ela foi atribuída a autoria do romance “Frankenstein; or the Modern Prometheus”, título este como no original em inglês de 1831 - 3ª edição revisada pela autora.
A primeira edição foi publicado em 1 de janeiro de 1818 por uma pequena editora de Londres, a Lackington, Hughes, Harding, Mavor & Jones, em 3 volumes apenas 500 exemplares e sem o nome do autor.

A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 11 de agosto de 1823 em dois volumes, desta vez com o crédito como autora para a Sra. Mary Shelley.

Em 31 de outubro de 1831 a editora Henry Colburn & Richard Bentley lançou a primeira edição popular em um volume.

Frankenstein é o antigo nome de uma antiga cidade na Silésia, local de origem da família Frankenstein

Consultas bibliográficas







Frontispício de uma edição inglesa de Frankenstein, de Mary Shelley, publicada pela Colburn and Bentley em 1831.
Gravura feita por Theodor von Holst (1810-1844).



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Os Relativismos da Verdade Única

Medir e Comparar para então Avaliar e por fim Rotular, eis aí o ponto de partida para todas as Ações.

Está aí a linha mestra do pensamento humano.


Animal, não!?












É...

Infelizmente uma realidade.

Não importa as palavras usadas, os substantivos, os verbos, os adjetivos e outros nomes mais que possam ser inventados para identificar a ação da criatura em seu mundo, sempre será na sua forma mais reduzida, simples, um Medir, um Comparar, um Avaliar, um Rotular e o Agir, o resto é semântica, enrolação, enganação, sofisma ou, política.

Então a pergunta explode:

- E qual é o problema em deste modo viver, se é universal para o homem assim agir?

E a resposta é:

Nenhum!

- O Rato ficou biruta, entrou para o rol do “Samba do Crioulo Doido”.

É o que certamente ficaram a pensar aqueles cujos olhos ora me emprestam.

Mas é isso mesmo.

Nenhum...!

Nenhum problema há em assim ser se os ditames (leis, parâmetros) a serem seguidos como padrão seja os fornecidos pela nossa querida Mãe Natureza, como o é para os bichinhos (não os bípedes implumes) e as plantinhas cá da Terra, mas muitos serão os problemas se os ditames a serem seguidos forem os impostos pelo homem e não os que naturalmente já existem para serem seguidos pela vida animada ou não nesta Esfera Azul.

É aí que a roda pega.

O Homem pensando ser Deus sempre faz o que quer.

O que na realidade tem valor para esta espécie são os interesses seus e os mais imediatos,estão acostumados desde a caverna a serem os deuses de tudo, mesmo quando projetam as suas ambições em entes supranaturais cuja existência sempre soa mais que fantasmagórica à luz da mais simples das análises que mesmo uma Ameba poderia vir a produzir, mas que a propaganda (paga e regiamente) transforma na realidade do vulgo no seu quotidiano mais intimo, e é esta propaganda que metamorfoseia a desgraça de muitos em um investimento muito lucrativo para uns poucos.

Por isso o problema desta linha mestra de pensamento não está nela em si mas, nas leis que toma como verdadeiras para a Medição e para a Comparação, está no grau que se impõe para (e na) Avaliação, está nos princípios básicos da Rotulação que via de regra são anti naturais ou espúrios e por fim, este acúmulo de erros explode em uma Ação que sempre traz malefícios para toda a massa envolvida no evento ou engolfada pelo mesmo, mas não para os que (a minoria organizada, normalmente detentora do apoio incondicional das massas) trabalharam para isso com afinco (anonimamente) sempre em causa própria e sempre na defesa de seus minúsculos valores.

Desde as cavernas que o homem vem sofismando as leis da natureza em favor de causas inconfessáveis, não é de hoje que a mentira assume os púlpitos e palanques sem que a verdade sequer tome qualquer atitude contra o estupro que sofre o que nem sempre é por covardia não, na maioria das vezes é simplesmente por preguiça, por comodismo ou acomodação a uma coação ou ainda, por pura, simples e banal indiferença.

E sabem da maior?

Eu não me surpreenderia nem um pouco se de uma hora para a outra viesse a ouvir ou ler que o famigerado inferno é verdadeiramente o céu, “que foi tudo uma mentira pregada pelos verdadeiros anjos caídos” e a julgar pelo atual andar da carruagem, posso até ver a estampa de uma futura manchete, em um amanhã qualquer não tão distante:

Extra... Extra... Extra...”
Foi desmascarada a maior mentira de todos os tempos...”
...A maior de todas as verdades veio à tona...”
O anjo caído não foi Lúcifer (O Portador da Luz) como há muito se apregoa mas sim,... Deus.”














É...

É tudo uma questão de Marketing, de propaganda.

É tudo uma questão de quem pode pavonear seus interesses mais e melhor,

É tudo uma questão do grau de ignorância do alvo da publicidade: o vulgo, o povo, a plebe a massa de manobra, os trabalhadores, os camaradas, os patriotas ou seja lá qual for o nome dado à coisa conhecida como Povo.

Povo este cujo grau de abestalhamento tem atingido valores astronômicos.

Povo cuja fome por ignorância é avassaladoramente grande e vem sendo levada para o absolutamente insaciável.













Esta fome por ignorância tem sido alimentada ciosamente em todas as áreas do conhecimento humano desde que não afete os interesses daquilo que é o “topo da cadeia alimentar” de uma maneira crescente e geométrica, assustadoramente veloz nestes últimos tempos e em especial nas terras onde a liberdade e a democracia plena correm, campeiam soltas, livres e saltitantes.

Posso até ver a cena que está por vir (só não sei qual será o substantivo usado):


Ave, ____ !”
Aqueles que vão morrer, te saúdam.”






quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Um Ano Depois...





Era uma quarta feira, 6 agosto de 2008, às 14:30 h eu postava o primeiro texto no Blogue do Rato.






E No Princípio Era...

Assim comecei este blogue.


E o Rato Dorme.

Já na segunda publicação, falo do sonho “Um Rato, na sua fugaz e efêmera vida, desconhecendo a escuridão, a esperar pela luz do dia.”


Olha só...

Aqui falo do que a natureza acha sobre o que o Homem pensa “Abelhas e besouros podem voar porque não sabem nada sobre a técnica, o princípio, do vôo e não estão nem aí para o que os homens possam pensar a respeito.”


Liberdade

Eis que aponto a face da liberdade “A Liberdade dos homens da ao vencedor os despojos e as honras, ao derrotado a dureza das leis vencedoras, a frieza e o oportunismo dos interesses vitoriosos, condena-os uma condição miserável, dá-lhes por fim a escravidão, ou, lhes impõe uma submissão vil, abjeta, servil e colonial.”


A luz do Buraco Negro.

Escrevendo sobre o LHC “Até este miserável roedor aprendeu (pasmem... em uma escola do estado (parece piada né?)) que para se criar um buraco negro é necessário uma pressão gravitacional só conseguida no âmago de estrelas muito específicas e sob condições muito peculiares o que por fim pode ser matematicamente previsto, uma vez encontrada a dita e propícia estrela em qualquer que seja o tempo, desde que ainda seja uma Estrela e não um “Horizonte dos Eventos”..”


Manhã de Sexta feira

Como o título diz: “Lá fora o sol rompe uma tênue neblina (ou será poluição?) e ilumina, como deveria ser, o palácio e o casebre com uma igualdade divina.”


Quem foi que eu escolhi?

Falando de eleições “No final das contas, quem foi que eu realmente elegi desta vez?”


O Novo Dólar Furado – Um Bang-Bang quase à Italiana.

A aparente surpresa da crise “Os EUA estão falidos, quebrados, não tem lastro para o resgate dos seus dólares que estão espalhados pelo mundo e está dando o calote nos povos desavisados, ignorantes, e com a conivência de seus respectivos governos, o que me parece muito pouco honesto para com o povo que dizem representar. “


A Aparente Lógica do Hoje

Escrevo sobre a manipulação da lei e do crime “Hoje, um delegado continua sendo um delegado, a polícia continua sendo a polícia e pode parecer que como a lei nada mudou, mas mudou, ambos os três são também massa de manobra não só politico-social como também comercial.”


Manhã de Carnaval

O fim de uma eleição “Manhã, tão bonita manhã “...


Ensaio

Uma homenagem a um programa da TV Cultura empresa da Fundação Padre Anchieta.


20 10 Contar

Aí “Sabem, hoje amanheci com vontade de falar mole para ninar bovinos.”


Ratatouille

Aqui mostro que este Rato não só gosta de comer, mas também conhece receitas!


Cantiga para Ninar e Recordar

Ratos Também tem passado, saudades etc...


Um Verdadeiro Dia de Natal

A verdade sobre a data “É a data mais separatista, hipócrita e egoísta do ano todo.”


Treze Tics, Um Clic e doze Tacs

O que pode acontecer entre um tic e um tac “Há quase quatro anos que eram assim as últimas horas em um acampamento.”


O Maior Problema do Mundo

Aqui eu conheci o maior problema do mundo


Antes e Depois de Babel

Babel, o beneficio do caos “Antes de Babel a arrogância de todos levou a extinção a alguns”


Eu Tentei...

Eu tentei não falar de política, mas...


Os Dilemas de Um Rato

Marco o momento de uma transição “d-) E finalmente não estou pagando nada (quando pago o valor está dentro das minhas expectativas e posses) para continuar fazendo o de sempre e além, finalmente estou evoluindo, crescendo, indo para algum lugar.”


Títeres a Titerear

Escrevo sobre o domínio da ignorância na cultura mundial “Eu vos afirmo, a ignorância é insaciável mas o conhecimento não.”


Uma Apologia à Hipocrisia Internacional

Critico as decisões hipócritas deste mundo civilizado.


A Queimada (adaptação Livre)

Associo o poema em epígrafe a uma catástrofe nuclear.


O Por Quê... do Rato

Exponho o motivo da opção pelo roedor e homenageio as mães que já partiram.

E o Rato Vai ao Cinema

Faço a minha crítica ao hoje último filme da série Jornada nas Estrelas


O Que foi que Mudou.

Critico a inversão dos valore humanos nos dias de hoje “A natureza não premia o erro como soe acontecer entre os humanos, errar na natureza significa a extinção, via de regra sumária, do agente que está fora dos parâmetros naturais do meio em que vive, seja ele qual for.”


******


Vinte e seis tópicos e doze meses depois segue a questão...

O que é um Blogue?

Bem...

Ainda não descobri, mas certamente vou, só não sei quando.


Enquanto isso não acontece, dou mais um passo em direção ao futuro, inauguro um novo ano de postagens e como um pedaço do meu bolinho virtual para o qual convido todos os que tiveram a bondade de seguir-me.







Minie, MkMouse e o seu bolinho

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O que foi que mudou?

.

O louco dinamarquês, em um de seus solilóquios, questionava apenas o seu próprio e restrito mundo pessoal.

O maquiavelismo pertinente ao seu sombrio e pedregoso mundo, sobrepujava torpezas não menores de um mundo muito maior que o reino de seu morto pai e ora não seu, mas de seu vivo tio.


As vilanias ocorridas em um pequeno feudo, mesmo que tidas e havidas como fictícias, rendeu um ribombante texto que até nos dias de hoje é, apesar de ser uma enorme tragédia familiar, um sucesso literário.


Aí o Rato pergunta...


O que foi que mudou daquele medievalístico tempo para cá, tempos de matrix?


Posso eu ver no decorrer dos séculos a ficção e a realidade tornar-se una?


Seria por acaso apenas o cenário, cujas linhas retas tornaram-se circular e que os dois planos, o vertical e o horizontal a oscilar em tons de negro e cinza houveram metamorfosear-se em apenas uma esfera de superfície brilhante, multicolorida?


Não seria por ventura apenas os personagens que uma vez idos de volta ao pó e não como a Fênix dele tenham assim ressurgidos em outras vestimentas, em outros tempos?


O conluio das hipóteses não seria o mais correto, viável?


Seria então apenas a universalização do palco em uma diversidade tão espantosa de atores e contos que concomitantemente e a cada um de-per-si cabe interpretar a sua parte, seu próprio conto em um conto maior em meio a infinitas outras partes, uma representação diuturna interminável, regida ao ritmo infernal de gritos, murmúrios, gestos, lágrimas, sorrisos, ranger de dentes, alegrias, tristezas, nascimentos... Mortes?



Era procedente o problema em que se empenhava o infeliz príncipe.


Ser ou não ser...


Definitivamente esta é a questão posto que hoje em dia nem ser, nem não ser é a posição!


Seja qual for o posicionamento atual do Eu, nos dias de hoje nada mudou em relação os dias de outrora a não ser as aparências, a semântica, o significado do supérfluo e a contagem do tempo; no demais, predadores continuam predadores e o restante continua sendo a massa, o rebanho, os produtivos escravos, somente fonte de proventos para o predador alfa.


Mas a aparência...


Ah... Esta sim, como mudou!


Houve tempos e lugares em que se olhando, raramente haveria qualquer confusão na distinção entre o bem e o mal e o homem honrado, seguia por caminhos claros e a sua aparência o seu semblante, revelava o seu caráter, a sua nobreza mesmo quando tinha por morada uma humilde e distante choça megalítica.


A fala e a escrita também estiveram e estão a cambiar, o que é natural!


Houve tempos em que ouvindo a fala de uma pessoa mesmo que iletrada, era quase impossível confundir as boas e as más falas ou escritas, pois eram estes oradores, escribas, orientados por princípios de ética e moral inatacáveis, sensatos e perfeitamente claros a todos e sem sofismas, senão quando a retórica assim o pedisse em nome da arte da fala e da escrita aí, o sofisma ensinava o homem, mas não o corrompia.


E as prioridades morais do ontem que já não mais são as prioridades morais do hoje e se evolução o foi, esta é de um caráter muito tendencioso ao espúrio, ao vulgar, ao frívolo e ao inconseqüente.


Houve tempos em que o homem dava ao homem o valor que lhe era natural, o homem era conhecido e valorizado por seus atos não por sua aparência, berço, título, retórica ou ainda, posses.


Hoje o valor do homem está no supérfluo que possui, que produz, nos títulos que tem e no pedigree que lhe é próprio mesmo que forjado visto não ter, o individuo de hoje, nenhuma outra prova ou qualificação da sua idoneidade de caráter e de lastro cultural, cultura esta que quando proclamada pode nos dias de hoje ter sido comprada sob o sol descaradamente, sem nenhum pudor por parte dos envolvidos no vil negócio.


Enfim, quanto mais supérfluo for o individuo, mais supérfluos possuir ou ainda puder destilar maior será o seu valor na sociedade, neste maravilhoso mundo novo.


É...


Já houve tempos no entanto, hoje é o tempo e neste hiato o que mudou alem do fugaz agora?


Mesmo por que o agora nada mais é que a linha geométrica separadora dos planos, também geométricos, que são o passado e o futuro.


Não creio que nem mesmo que aquilo que ha de mais abominável dentro do homem tenha se alterado nem para menos nem para mais.


Receio, isto sim, que no processo de "crescei, multiplicai e enchei a Terra" um gene que originalmente era recessivo se tornou ou está se tornando dominante.


Genética!


Filosoficamente falando (escrevendo no presente caso), temos aí uma manipulação da genética do Eu, tanto do Eu individual como do Eu coletivo.


O que me preocupa é que esta manipulação não está me parecendo natural, temo que esta modificação esteja sendo feita pelo homem e isto, se assim o for, certamente não trará consigo um final agradável para ninguém.


As coisas de origem natural criam processos outros, concomitantemente ao processo de criação, que no contexto geral leva ao equilíbrio entre as partes envolvidas, quando algo não acontece de forma espontânea ou, este evento natural sofre interferência extranatural, não há uma contra partida equivalente no processo da mutação, originando-se aí um desequilíbrio entre as partes que fatalmente será corrigido pela mãe natureza no decorrer do tempo pertinente ao processo, quer o homem queira ou não.


O ônus desta correção certamente estará fora do controle humano.


A natureza não premia o erro como soe acontecer entre os humanos, errar na natureza significa a extinção, via de regra sumária, do agente que está fora dos parâmetros naturais do meio em que vive, seja ele qual for.


Em assim sendo, esta inversão total de valores humanos que vem ocorrendo no planeta e em uma progressão geométrica, quase astronômica, não terá um desfecho feliz para ninguém, nem para os elementos componentes da massa, que pelos princípios da relação social dominante são perfeitamente dispensáveis, nem para o predador e sua prole que na mesma relação são os elementos indispensáveis que a sociedade deve proteger a qualquer preço.


É a espécie humana que vai arcar com o ônus da correção e certamente haverá dor e ranger de dentes mais que suficientes para todos desta esfera e pelo andar da carruagem, tempos há de vir em que se procurará a morte para o refrigério do corpo, da alma, do espírito e ela não será encontrada na Terra nem fora dela.


Ainda bem que o que foi criado no princípio não sofre aumento nem diminuição, no máximo se transforma, cresce ou diminui no espaço que ocupa, podendo também ser cíclico no tempo em que esta inserido; por isso esta faze, este pesadelo, fatalmente irá passar e extinguir-se no decorrer do tempo que lhe é próprio.


O que lamento é o sofrimento desnecessário causado aos inocentes úteis decorrentes da primazia que se dá sobre qualquer coisa, inclusive sobre vidas humanas, para a ganância de uns poucos, os interesses de minorias espúrias e anônimas e a um egoísmo individualista e mundano.


Estas primazias são facetas, características, um legado do primitivismo moral da espécie humana, que insurretas à evolução da raça se que alimentam da ignorância, da incompetência pública ou privada, da irresponsabilidade estatal ou não e de crimes que beiram a barbárie, primazias estas deveriam ser no máximo, ultrapassando todas as hipóteses possíveis, recessivas no caráter do individuo integrante de uma civilização que se autoproclama "Humana".


terça-feira, 2 de junho de 2009

E o Rato vai ao Cinema

.

Eu vi o último filme da Star Trek.

Por motivos que me são próprios, não o pude ver na "telona", mas nas minhas telinhas deu para ver.

E sabem?

Não gostei do que vi.

Eu esperava muito mais que simples efeitos especiais por parte da Paramount, eu esperava um enredo, um filme nos moldes da série onde não só a ordem, a honra e a lei eram respeitados, mas também as raças alienígenas recebiam o devido respeito a despeito do que possam ser ou fazer em relação aos costumes abraçados pelos mocinhos da fita.

Eu esperava muito mais da Paramount que um simples enlatado americano para fazer dinheiro fácil mediante uma maciça propaganda em cima dos fans, que por sinal são muitos sobre a Terra.

O que vi, considerei um insulto.

Eu vi o desrespeito à lei e à ordem, uma história que sinceramente por mais que me esforce não tem pé nem cabeça, resume-se apenas em um ronulano maluco a destruir planetas (e com eles as criaturas ali existentes) só porque Spock não salvou o planeta dele da extinção e um bando de aventureiros tirando idéias do mais absoluto nada a enfrenta-lo culminando em um final mais que previsto, com a vantagem de não ser definitivo quanto á destruição do romulano maluco abrindo aí, infelizmente, uma brecha para mais uma aparição deste tema.

Este roteiro infeliz lembrou-se do inseto que se enfiava em infelizes tripulantes como tortura, mas não se lembrou do episódio, ou nem sabia que o tema era recorrente, onde um planeta à beira da extinção pela explosão de uma Nova, mandava os seus habitantes para outros lugares no tempo e no espaço. (Kirk, Spock e McCoy estavam lá)

A história é ruim a tal ponto de esquecerem-se que o Romulano em causa era um viajante do tempo e que o mais lógico (romulanos são aparentados com vulcanos e tem comum o raciocínio) seria tentar evitar a catástrofe do que vingar-se e no passado, sobre povos que nada tinha a ver com a falta de imaginação do criador do roteiro.

É tão ruim o enredo que precisamos imaginar um povo altamente evoluído, mas com uma moral (para os nossos padrões) muito baixa em busca de vingança e com o poder de viajar no tempo, perdendo o seu tempo destruindo coisas que nada tinham a haver com o seu alvo, que por sinal e apesar de conhecê-lo, não o sabia como localiza-lo; o sr. Spock especificamente.

Será que este roteirista não sabia que vulcanos são lógicos e que emoção não faz parte da sua personalidade, logo vingança não tem nenhum significado para um vulcano maior que um ato ilógico e irracional?

O fato de ser Spock meio vulcano é irrelevante, pois o povo de vulcano é vulcano apenas isso.

Enfim, o roteiro transformou todos os vulcanos em criaturas com emoções, transformou o Capitão Kirk em um moleque inconseqüente, irresponsável e aventureiro, transformou a Federação dos Planetas em um bando de palhaços que pensam que mandam em alguma coisa, manchou a reputação da Academia da Frota Estelar com as tintas da incompetência acadêmica e disciplinar e enfim mostrou ao mundo que uma nave estelar (da Federação) pode ser comandada por qualquer um seja ele quem ou o que for, desde que seja alguém ou sei lá o que, com um nome famoso.

Esse filme parece que foi feito ou tramado por intelectuais e políticos brasileiros, os adjetivos que escrevi no parágrafo anterior faz parte hoje de nosso cotidiano mais vulgar em todas as áreas desta nação.

Se os engendradores desta perfídia em forma de filme, tinham como objetivo abrir novas e saudáveis perspectivas para uma provável continuação da série, e não financeiras apenas, falharam redondamente mas, se os objetivos foram apenas financeiros (e a possibilidade de dar certo eu acho muito grande) gostaria eu e sinceramente, que não venha a se concretizar e que seja um fracasso na mesma medida que é pobre e mesquinha a trama.

A existência de um Universo sem lógica só existe em mentes megalíticas de ignóbeis criaturas e foi para esse Universo a porta que este filme abriu.

É compreensível o meu, o seu, ou o nosso não entendimento das coisas do Universo, mas o que é inadmissível é afirmarmos (o que o filme o faz) que por não ser possível a compreensão humana o Universo é um caos e por isso aceita qualquer coisa ou idéia.

O que a série, que é uma ficção científica, sempre mostrou foi que o Universo tem leis que tem por hábito ultrapassar os parâmetros de compreensão da criatura e estas leis não podem, simplesmente não podem nem tem como serem violadas.

A série mostrou também o que pode ser feito pelo engenho humano ou não, mostrou que só é possível crescer, até mesmo ao infinito chegar, com o tempo e mediante um esforço, individual ou coletivo, conjugado ao aprendizado e à cooperação inter racial.

Na maneira de ver deste Rato este novo filme da Star Trek, é uma grande decepção, é apelativo, é uma apologia à irresponsabilidade se não ao crime, não diz nada nem acrescenta nada de novo além de ser mais um filme na relação de filmes já existentes.

Star Trek The Future Begins, é apenas mais um filme de ficção e só.